quinta-feira, 14 de junho de 2018

PASSO A PASSO DE COMO DESENVOLVER UM ARTIGO CIENTÍFICO



Saudações queridos alunos.
Segue manual que ajudará  vocês a começarem a por mãos à obra na construção de nosso primeiro artigo cientifico. Observem atentamente as dicas que são dadas e boa sorte.

Prof. Edson Reis.

Link para download e impressão:



Objetivo do Manual
Este manual objetiva apresentar a forma de como se desenvolver um artigo científico. Tende a demonstrar as partes que compõem um artigo e uma explicação sucinta sobre o que caracteriza cada uma dessas partes.
1. CONCEITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
Artigo científico consiste em permitir a divulgação dos resultados dos trabalhos de pesquisa, para conhecimento público, não só no sentido do patenteamento da autoria, como também da manifestação de atitudes críticas, que venham contribuir para o aprofundamento e a compressão inovadora de estudo realizado sobre determinado tema.
O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e a apresentação da análise de uma questão no processo de investigação.   Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: questões que historicamente são polemizadas, por problemas teóricos ou práticos novos.  
 2. ESTRUTURA DO ARTIGO  
O artigo possui a seguinte estrutura:
1. Título;
2. Autor(es);
3. Resumo e Abstract;
4. Palavraschave;
5. Conteúdo (Introdução, desenvolvimento textual  e conclusão);
6. Referências.
3. TÍTULO e SUBTÍTULO  
São portas de entrada do artigo científico; é por onde a leitura começa, assim como o interesse pelo texto. Por isso deve ser estratégico, bem elaborado após o autor já ter uma ideia exata e bem avançada de sua redação final, estando com bastante segurança sobre a abordagem e o direcionamento que deu ao tema. Deve ser uma composição de originalidade e coerência, que certamente provocará o interesse pela leitura.
O título do artigo científico deve ser redigido com exatidão, revelando objetivamente o que o restante do texto está trazendo. Apesar da especificidade que deve ter, não deve ser longo a ponto de tornarse confuso, utilizandose tanto quanto possível de termos simples, numa ordem em que a abordagem temática principal seja facilmente captada. O subtítulo é opcional e deve complementar o título com informações relevantes, necessárias, somente quando for para melhorar a compreensão do tema.
Na composição do título devese evitar ponto, vírgula, ponto de exclamação e aspas ou qualquer outro elemento que interfira no seu significado, exceto o ponto de interrogação.
            Após, o nome(s) do(s) autor(s) de breve currículo, que os qualifique na área de conhecimento do artigo. Quando é mais de um autor, normalmente o primeiro nome é o autor principal, ou 1° autor, sendo sempre citado ou referenciado a frente dos demais.
4. RESUMO e ABSTRACT  
Indica brevemente os principais assuntos abordados no artigo científico, constituído de frases concisas e objetivas, deve apresentar a natureza do problema estudado, os objetivos pretendidos, metodologia utilizada, resultados alcançados e conclusões da pesquisa ou estudo realizado, contendo entre 100 e 250 palavras, descritas em parágrafo único, sem a enumeração de tópicos. Devese evitar qualquer tipo de citação bibliográfica. (ABNT.NBR 6028, 2003)
OBS: Quando o artigo científico é publicado, em revistas ou periódicos especializados de grande penetração nos centros científicos, incluise na parte preliminar o abstract e keywords, que são o resumo e as palavraschave traduzido para o idioma inglês ou espanhol. (OPCIONAL)
4.1 PALAVRASCHAVE
São relacionadas de 3 a 6 palavraschave que expressem as idéias centrais do texto, podendo ser termos simples e compostos, ou expressões características. A preocupação do autor na escolha dos termos mais apropriados, devese ao fato dos leitores identificarem prontamente o tema principal do artigo lendo o resumo e palavraschave. (NBR 6022).
5. INTRODUÇÃO
Informa o leitor sobre o tema sobre o qual o artigo discorre e justifica a realização do estudo, demonstrando sua relevância. Informações obtidas ao longo do estudo devem ser apresentadas na seção “Resultados”. Na Introdução, inclua apenas informações com as quais o estudo foi iniciado.
A introdução deve criar uma expectativa positiva e o interesse do leitor para a continuação da análise de todo artigo.
A introdução apresenta o assunto e delimita o tema, analisando a problemática que será investigada, definindo conceitos e especificando os termos adotados a fim de esclarecer o assunto.  
Segundo Azevedo (2001) a introdução é a parte inicial do trabalho, onde são estabelecidos, a delimitação da pesquisa, o problema de que trata e os objetivos desejados.
De acordo com Gonçalves (2004) na introdução devem constar os objetivos da pesquisa, o problema e as hipóteses de trabalho ou as questões norteadoras (quando for o caso), a justificativa da sua escolha e a metodologia utilizada, com base no referencial teórico pesquisado.
6. DESENVOLVIMENTO
O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo científico, caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais mais importantes do assunto. É onde são amplamente debatidas as idéias e teorias que sustentam o tema (fundamentação teórica), apresentados os procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo, relatos de casos, dentre outros.
Quanto mais conhecimento a respeito, tanto mais estruturado e completo será o texto. A organização do conteúdo deve possuir uma ordem seqüencial progressiva, em função da lógica inerente a qualquer assunto, que uma vez detectada, determina a ordem a ser adotada. Muitas vezes pode ser utilizada a subdivisão do tema em seções e subseções.
O desenvolvimento ou parte principal do artigo, nas pesquisas de campo, é onde são detalhados itens como: tipo de pesquisa, população e amostragem, instrumentação, técnica para coleta de dados, tratamento estatístico, análise dos resultados, entre outros, podendo ser enriquecido com gráficos, tabelas e figuras. O título dessa seção, quando for utilizado, não deve estampar a palavra “desenvolvimento” nem “corpo do trabalho”, sendo escolhido um título geral que englobe todo o tema abordado na seção, e subdividido conforme a necessidade.
7. CONCLUSÃO
Parte final do trabalho, na qual são apresentadas as conclusões alcançadas com a pesquisa, deve guardar proporções de tamanho e conteúdo conforme a magnitude do trabalho apresentado. A conclusão deve limitarse a explicar brevemente as idéias que predominaram no texto como um todo, sem muitas polêmicas ou controvérsias, incluindo, no caso das pesquisas de campo, as principais considerações decorrentes da análise dos resultados. O autor pode nessa parte, conforme o tipo e objetivo da pesquisa, incluir no texto algumas recomendações gerais acerca de novos estudos, sensibilizar os leitores sobre fatos importantes, sugerir decisões urgentes ou práticas mais coerentes de pessoas ou grupos, dentre outras considerações finais.
8. DICAS IMPORTANTES
Uma revisão de literatura, por exemplo, pode ter como objetivo comparar conclusões ou simplesmente expôlas. Se a revisão busca comprovar a eficácia de um tratamento ou verificar se uma conclusão de outro artigo se aplica em casos diferentes, então a hipótese nula pode ser usada (verificar se o tratamento x é eficaz, verificar se a conclusão x pode ser validada).
A apresentação de uma nova técnica, por exemplo, pode ter como objetivo demonstrar como o uso da técnica A produz resultados satisfatórios nos casos B. Devem ser evitados objetivos muito amplos, como analisar os resultados obtidos ou abordar o assunto em questão. Uma análise ou abordagem não é o objetivo em si, e sim o meio de se chegar a ele. Analisamos ou abordamos buscando alguma conclusão. É esta conclusão que deve ser o objetivo. A exceção é o relato de caso. Este tipo de artigo não requer objetivo explícito. A introdução deve simplesmente descrever sucintamente o caso, sua relevância e o tratamento empregado.  Ainda assim, um objetivo pode ser definido (divulgar um tratamento aplicado com bons resultados em determinado caso, criar uma referência de diagnóstico para um caso raro).

Referencia:
Disponível em: <http://tecspace.com.br/paginas/aula/tcep/ArtCientifico.pdf> Acesso em: 14 de junho de 2018.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Texto 03: A Globalização e seus fluxos

Caros alunos, saudações:

Este segundo texto será a base para a nossa próxima discussão nesta II unidade. Vocês devem fazer um resumo e entregar na aula da próxima semana, manuscrito em papel pautado, seguindo as datas abaixo por turma, destacando a importância da Globalização e sua importância para os movimentos sociais a partir da comunicação em massa. Atentem-se para colocar uma padronização na elaboração desta atividade, principalmente margem e cabeçalho.
Esta atividade valerá 1,0 pontos.

Grande abraço a todos:  
Prof. Edson Reis.

Entrega por turma:
Turma C: 08/06/2018
Turma D: 29/05/2018

Link para baixar em PDF:



A globalização e seus fluxos:

“Pelo fato de ser técnico-científico informacional, o meio geográfico tende a ser universal. Mesmo onde se manifesta pontualmente, ele assegura o funcionamento dos processos encadeados a que se está chamando de globalização.”
Milton Santos (1926-2001), geógrafo, professor/pesquisador do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e ganhador do prêmio Internacional Vautrin Lud em 1994.

A atual fase de expansão do capitalismo ficou conhecida como globalização. Como já estudamos, ela é consequência do avanço tecnológico nos três setores da economia, sobretudo da modernização dos sistemas de transportes e telecomunicações, responsáveis pela aceleração dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações.
A globalização é fruto da atual revolução técnico-científica e seria inviável
sem um meio geográfico preparado para lhe dar suporte. Porém, como você verá a seguir, os fluxos da globalização não abarcam o espaço geográfico mundial como um todo. Os lugares que receberam e recebem mais investimentos em infraestrutura, caracterizando o que Milton Santos chamou de meio técnico -científico informacional, são os mais atingidos.
Então, cabe indagar: Por que isso ocorre? O que diferencia a atual expansão
capitalista das etapas anteriores? A crise está provocando uma “desglobalização”?

É o que estudaremos a seguir.


1-  Globalização:
A palavra “globalização” começou a ser empregada nos anos 1980 por consultores de administração das principais universidades norte-americanas (deriva do inglês globalization). Inicialmente, servia para definir estratégias de expansão global para empresas transnacionais. A partir dos anos 1990, esse termo foi amplamente divulgado pela mídia e passou a fazer parte do dia a dia de países, empresas, instituições multilaterais, trabalhadores e da população em geral, embora fosse um conceito um tanto incompreendido.
A globalização, apesar de ter suas origens mais imediatas na expansão econômica ocorrida após a Segunda Guerra Mundial e na Revolução Técnico-Científica
iniciada nos anos 1970, é a continuidade de um longo processo histórico que remonta aos primórdios do capitalismo. Assim, globalização é o nome do momento atual da expansão capitalista: ela está para o atual período informacional assim como o colonialismo esteve para a etapa comercial e o imperialismo para a industrial e financeira.
Quando a mundialização capitalista teve início, com as Grandes Navegações, o planeta era composto de vários “mundos” – europeu ocidental, russo, chinês, árabe, asteca, tupi, zulu, aborígine, etc. –, e, muitas vezes, os habitantes de um “mundo” não sabiam da existência dos de outros. Nessa época, começaram os processos de integração e de interdependência planetária. Ao atingir o atual período informacional, o capitalismo integrou países e regiões do planeta em um sistema único, formando o chamado sistema-mundo. Mundo e planeta tornaram-se sinônimos, que, por sua vez, são sinônimos de globo, palavra da qual se originou o vocábulo “globalização” (os franceses preferem mundialização; em português empregamos as duas expressões, com uma predileção pela primeira).
A globalização é um fenômeno que apresenta várias dimensões: econômica, mais evidente e perceptível, social, cultural e política, entre outras. Contudo, todas elas se materializam no espaço geográfico em suas diversas escalas: mundial, nacional, regional e local. Os lugares estão conectados a uma rede de fluxos, controlada por poucos centros de poder econômico e político. No entanto, não são todos os lugares que estão integrados ao sistema-mundo. Os fluxos da globalização se dão em rede, mas seus nós mais importantes são os lugares que dispõem dos maiores mercados consumidores
e das melhores infraestruturas – hotéis, bancos, Bolsas de Valores, sistemas de telecomunicação, estações rodoferroviárias, terminais portuários, aeroportos (como mostra o cartograma da próxima página), etc.



A atual expansão capitalista:
Hoje em dia, ao contrário do que ocorreu nas demais etapas do capitalismo, a expansão desse sistema econômico não se dá predominantemente pela invasão e ocupação territorial. Por exemplo, durante o colonialismo e o imperialismo, era fundamental controlar o território onde os recursos naturais seriam explorados, daí as ocupações. A maioria dos conflitos regionais contemporâneos tem um caráter mais étnico-nacionalista.
Entretanto, conflitos que geram ocupação ainda acontecem: a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003, por exemplo, foi movida por interesses geopolíticos e econômicos no Oriente Médio, relacionados, sobretudo, ao controle do petróleo. O Iraque dispõe da quarta reserva mundial desse recurso. A invasão militar, contudo, foi
muito criticada, principalmente porque não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU. Em diversos países ocorreram manifestações contrárias a essa ação bélica, até mesmo no interior dos Estados Unidos.
Vários movimentos populares antiglobalização vêm ocorrendo no mundo: um dos primeiros foi realizado em Seattle (Estados Unidos), em 1999, seguido por movimentos pacifistas contra a invasão do Iraque, em 2003. Durante a crise econômica, eclodiram diversos movimentos contra o capitalismo, a ganância do sistema financeiro, a corrupção e a desigualdade social, como o Ocupe Wall Street – que você conheceu na página anterior – e os Indignados – que reuniu milhares de manifestantes em diversas cidades da Espanha, no mesmo ano.
Com uma ou outra exceção, na era da globalização, a expansão capitalista é silenciosa, sutil e ainda mais eficaz. Trata-se de uma “invasão” de mercadorias, capitais,
serviços, informações e pessoas. As novas “armas” são a sedução pelo consumo de bens e serviços, além da agilidade e eficiência das telecomunicações, dos transportes e do processamento de informações, graças aos satélites de comunicação, à informática, à
internet, aos telefones (fixos e celulares), aos aviões, aos supernavios petroleiros e graneleiros e aos trens de alta velocidade.
A “guerra” acontece nas Bolsas de Valores, de mercadorias e de futuros em todos os mercados do mundo e em todos os setores da economia. As estratégias e táticas são estabelecidas nas sedes das corporações transnacionais, dos bancos globais, das corretoras de valores e de outras instituições, e influenciam quase todos os países. Entretanto, muitas vezes, essas estratégias e táticas dos dirigentes das grandes empresas,
principalmente do setor financeiro, mostraram-se arriscadas, gananciosas e/ou fraudulentas. Isso ficou bastante evidente na crise do mercado imobiliário/financeiro nos Estados Unidos em 2008.




Referência:
MOREIRA, João Carlos. Geografia geral e do Brasil : espaço geográfico e globalização : ensino médio / João Carlos Moreira, Eustáquio de Sene. -- 3. ed. -- São Paulo : Scipione, 2016.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Texto 02: A Internet e os novos processos de articulação dos movimentos sociais.

Caros alunos, saudações:

Este segundo texto será a base para a nossa próxima discussão nesta II unidade. Vocês devem fazer um fichamento e entregar na aula da próxima semana, manuscrito em papel pautado, seguindo as datas abaixo por turma, destacando a importância das Internet para os novos processos de articulação dos movimentos sociais. Atentem-se para colocar uma padronização na elaboração desta atividade, principalmente margem e cabeçalho.
Esta atividade valerá 1,0 pontos.

Grande abraço a todos:  
Prof. Edson Reis.

Entrega por turma:
Turma C: 25/05/2018
Turma D: 22/05/2018

Link para baixar em PDF:
https://www.4shared.com/web/preview/pdf/FApEh0l_gm?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Texto 01: A Internet e os movimentos sociais.

Caros alunos, saudações:

Este texto será a base para a nossa primeira discussão nesta II unidade. Vocês devem fazer um resumo de no minimo 25 e no máximo 30 linhas e entregarem na aula da próxima semana, manuscrito em papel pautado, seguindo as datas abaixo por turma, destacando a importância das Internet para os movimentos sociais em nosso país, principalmente elencando os pontos positivos e negativos do uso da mesma. Atentem-se para colocar uma padronização na elaboração desta atividade, principalmente margem e cabeçalho.
Esta atividade valerá 1,0 pontos.

Grande abraço a todos:  
Prof. Edson Reis.

Entrega por turma:
Turma C: 18/05/2018
Turma D: 15/05/2018

Link para baixar em PDF:
https://www.4shared.com/web/preview/pdf/pZPCbYREda?



A Internet e os Movimentos Sociais
O objeto de estudo das Ciências Sociais, em especial da Sociologia, vem sido construído ao longo dos anos, no processo de formação e concretização desta área científica. Embora não haja consenso histórico sobre qual seria este objeto de estudo, dadas as várias correntes sociológicas existentes e as diferentes concepções formuladas pelas mesmas, é verificável em todas estas tendências teóricas o estudo dos fenômenos que ocorrem em sociedade como fruto das atividades humanas.
Os movimentos sociais, sem dúvida, fazem parte ou estão englobados no rol de temas discutidos, analisados e estudados por todas as correntes sociológicas existentes. Quer a abordagem de tais movimentos se dê de uma forma conservadora, no intuito de controle e repressão de tais movimentos, como ocorre na abordagem positivista; quer ocorra numa tendência mais revolucionária, como no caso do Marxismo; ou ainda simplesmente com o objetivo de compreensão e análise, pela sociologia weberiana — os movimentos sociais sempre são assunto de pauta das Ciências Sociais.
Alguns pontos a se considerar nas abordagens sociológicas relacionadas aos movimentos sociais são os questionamentos a respeito de como eles surgem, a que interesses servem e como se dá seu desenvolvimento histórico propriamente dito.
Evidentemente, todo movimento social surge como resultado da geração de uma demanda histórica, advinda das relações sociais que se estabelecem entre os homens de uma sociedade. Poderíamos citar como exemplos de movimentos sociais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), os movimentos feministas, os movimentos pelos direitos do público GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), entre outros.
Todos estes movimentos citados no parágrafo anterior, se analisados, sinalizam alguma demanda ou necessidade histórica a ser contemplada ou suprida por algumas camadas sociais menos favorecidas em determinados sentidos. Resumidamente, podemos verificar os seguintes pontos:
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra — sinaliza que alguns direitos sociais, como o acesso à propriedade para a produção de bens de consumo, estão desregularizados em dada sociedade. Pode também caracterizar como especificidade de determinada sociedade aonde se encontra o movimento a acumulação exarcebada de latifúndios, ou grandes lotes de terra, em detrimento de grande contingente populacional em condições sociais precárias.
Movimentos feministas — sinalizam que alguns direitos sociais estão sendo negados ou suprimidos devido a condições historicamente construídas, interligadas a relações de gêneros.
Movimentos LGBT — sinalizam que algumas condições históricas desfavorecem às manifestações de diversidades ou particularidades de alguns indíviduos ou grupos, interligados às relações sociais de orientação da sexualidade.
Movimentos reivindicatórios — sinalizam que alguns direitos, amplos ou específicos, não têm sido respeitados, ou até mesmo perseguidos, por alguns setores sociais em detrimento de outros, numa perspectiva de subornização ou de ilegalidade.
Uso da internet pelos movimentos sociais

Não obstante, o questionamento ou análise a que nos propomos diz respeito ao uso da internet como ferramenta útil para tais movimentos sociais. Inicialmente a internet atendia apenas a alguns interesses específicos, perticularmente comerciais. Visava-se, primeiramente, uma melhor articulação nas relações empresariais, com o aumento na velocidade das comunicações das informações e das transações capitalistas. Posteriormente, esta facilitação no processo das comunicações das informações expandiu-se para além dos interesses particulares das empresas. De modo que o uso da internet como ferramenta de pesquisa, isto é, acumuladora e transmissora de informações globalizadas, passou a generalizar-se, tornando-a sinônimo de informatização cada vez mais eficaz.
É justamente devido a esta facilidade de comunicação amplificada que a internet tem se tornado uma ferramenta útil pelos movimentos sociais. O uso da rede de computadores global também se faz necessário pelo fato de alguns grupos e suas ideologias não serem bem recebidos pelos demais meios de comunicação de massa, como é o caso da mídia corporativista. Presenciamos repetidamente ataques midíaticos a tais movimentos, criminalizando-os na opinião pública.
De acordo com a Jornalista e professora Christa Berger, a relação entre mídia e movimentos sociais
é desigual e comprometida. Ou seja, a midia trata os Movimentos Sociais como um OUTRO que ameaça a sociedade. A sociedade que ela, a midia, defende e representa. A relação, portanto, corresponde a lógica da relação entre os que são desiguais estruturalmente.[1]
De modo que tais movimentos necessitam, naturalmente, de mecanismos alternativos de transmissão de sua visão ideológica, propósitos sociais, etc. Uma breve pesquisa na internet, de fato, nos possibilita entrar em contato com as diferentes concepções formuladas pelos variados grupos existentes em nossa sociedade. Encontramos sites sérios, que têm por objetivo a propagação educacinal de grupos tais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Movimento da Via campesina, do Movimento Negro Unificado, além de movimentos contra a homofobia e pelos direitos sociais das mulheres.
O professor e Dr. Bruno Lima Rocha da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) fala do uso da internet pelos movimentos sociais e faz uma breve análise do uso da rede pelos movimentos:
Os movimentos sociais contemporâneos surgem junto com a internet. A questão da internet não é de ela ser utilizada, ela é constitutiva das novas redes dos movimentos populares. […] As mídias sindicais poderiam contar com a participação da categoria. Fazer com que seus trabalhadores e filiados sejam os primeiros que alimentem aquela página, não um grupo de profissionais apenas.[2]
Interessante notar no argumento do Dr. Rocha é que, em tais sites, existe realmente a possibilidade de uma participação social, coletiva, de todo o movimento e de seus militantes. Não encontramos, na internet, um corporativismo elitista tal como o fazemos nos meios midiáticos.

Conclusão 
A internet, pela sua interatividade, tende a ser cada vez mais o meio de comunicação do futuro. A televisão, ao contrário da rede de computadores, pode ser facilmente antidemocrática, nos seus processos noticiosos. De modo que, todos os movimentos sociais, sérios e necessários, devem estar fazendo bom uso de tal ferramenta de luta.
O acesso à rede de computadores global está cada vez mais amplo, principalmente pela enorme contribuição das LAN-Houses e programas de inclusão digital em todo o mundo, tornando possível que a internet chegue às classes populares. Considerando tais fatos, podemos concluir que nos próximos anos ou décadas, devido ao avanço das relações de comunicação, as ideologias não-hegemônicas poderão ter ou aperfeiçoar um amplo espaço de irradiação e absorção sociais, podendo isto contribuir para o importante avanço das lutas e melhoramentos sociais, que são os objetivos de tais grupos ou movimentos.
Por sua vez, a Sociologia e as demais Ciências Sociais, poderão contemplar mais esta nova contextualização das lutas ou transformações sociais em andamento. O uso da internet pelos movimentos possivelmente será um tema amplamente pesquisado e analisado pelas próximas gerações de terorias sociológicas.


[2] Entrevista disponível em http://movisol.blogspot.com/2009/10/internet-e-os-movimentos-sociais.html, acesso em 17/12/2010.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pesquisa sobre Projeções Cartográficas - I° Ano.



“Projeções não são só soluções matemáticas, mas, também, produtos culturais. A projeção de Mercator refletia o seu tempo, marcada pela visão de mundo de uma Europa que expandia a sua civilização por todo planeta. Na moldura daquela visão de mundo, a “redução” da área da África e da América do Sul não provocava maior alarde.”
Diante desta afirmação, elabore uma pesquisa sobre Projeções Cartográficas e suas características, elencando e comparando com os modelos de mapeamento existentes atualmente.
O texto da pesquisa deve ter no mínimo 40 e no máximo 50 linhas.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Boas Vindas ao ano letivo de 2018

Caros alunos, sejam bem vindos às aulas de geografia do ano de 2018.
Usaremos este canal como fonte e troca de informações e comunicação, espero alcançar, mais uma vez, bons resultados.


Prof. Edson Reis.

Boa sorte a todos.

Atividade prática de Cartografia Iº ano C e D

Caros alunos, essa será a nossa principal atividade avaliativa de Geografia Elementar desta unidade do ano letivo, a mesma deve ser desenvolvida individualmente e entregue nas datas previstas.
Abaixo segue o link para download da atividade em PDF:


ATIVIDADE PRATICA DE CARTOGRAFIA.
- Os alunos deverão produzir três imagens geradas no Google Earth com as seguintes configurações:
Imagem 1: Localização de sua casa:
            Escala: 200 m.
            Latitude e longitude em graus, minutos e segundos. Ex.: Latitude 12º57’6.54” S e Longitude 38°28'59.68"O.

Imagem 2: Localização de sua casa e do CPM  Lobato.
            Escala: 2000 m ou em escala maior.
            Latitude e longitude do CPM  em graus, minutos e segundos.

Imagem 3: Localização da cidade de Salvador.
            Escala: 9 km ou em escala maior.

Valor: 4,0 pontos.
Datas da entrega: Turma C e D: A combinar.
                              

Observação 1: No dia da entrega será realizada uma atividade complementar com estas imagens.
Observação 2: Este trabalho só será aceito na data marcada para entrega, o aluno que não comparecer, ou deixar de entregar, só terá direito a segunda chamada perante a apresentação de atestado médico de instituições oficiais após autorização do corpo de aluno desta escola para tal, não sendo aceito pelo professor o trabalho acima descrito, ou seja, o aluno será submetido a outro tipo de avaliação.

INSTRUÇÕES:
           
Passo 1:
Baixar o Google Earth e instalar.
Passo 2:
Após a instalação, inserir a escala, (caso não apareça), clicando em (Visualizar - Legenda da escala).


Passo 3:
Localizar o Estado, a Cidade, o Bairro, sua rua, sua casa. (Usando o botão Zoom no canto superior direito ou o botão de rolagem do mouse). Escala de 200 metros.



Passo 4:
Adicionar marcador (clicar no ícone Marcador, nomear (Casa do Professor), arrastar para o local desejado (botão esquerdo do mouse), copiar a latitude e a longitude, clicar em Ok, clicar em Salvar Imagem).



Passo 5:
Com base na localização de sua casa, localize o CPM Lobato.  (Usando o botão Zoom no canto superior direito ou o Botão de Rolagem do mouse). Escala de 2.000 metros.






Passo 6:
Adicionar marcador (clicar no ícone Marcador, nomear (CPM Lobato), arrastar para o local desejado (botão esquerdo do mouse), copiar a latitude e a longitude, clicar em Ok, clicar em Salvar Imagem).



Passo 7:
Para elaborar o mapa de Salvador, basta usar o botão Zoom,  ou o Botão de Rolagem do mouse e ajustar a escala em 9 Km e depois clicar em Salvar Imagem.





Passo 8:
Imprimam as imagens coloridas, em papel A4, nos tamanhos 20 x 25 cm. Antes de imprimir as imagens, desmarque a Ajustar imagem ao quadro.  Clicar em Imprimir.





Modelo:





Boa sorte!!!